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VENTILAÇÃO EM PRÉDIOS
o arejamento ou ventilação de edifícios,
sejam eles para habitação singular ou para quaisquer outros fins,
é importante não só para a própria conservação como para o
bem-estar dos seus ocupantes.

A ventilação de prédios e edifícios deve-se não só à
necessidade da melhoria de qualidade de vida
como aos problemas causados pelos novos materiais utilizados, soluções
de construção disponíveis no mercado e pelo alerta aos graves
problemas existentes com a introdução de novas fontes de
bem-estar.
Ora, a ventilação ou renovação de ar no
interior dos edifícios ajuda à sua conservação, uma vez que
evita o aumento da umidade no interior e as respectivas condensações.
Por outro lado, para os próprios habitantes o ar renovado é mais
sadio (pelo menos em princípio).
Conscientes desta situação, a ventilação mecânica
evoluiu substancialmente, sendo perfeitamente corrente a sua utilização.
Então, à caixilharia estanque (ausência de infiltrações de ar)
vamos "adicionar" a ventilação mecânica (criando
depressão no interior do edifício) e ainda a lareira, a qual
necessita de ar para alimentar a combustão (mais uma depressão) e
ainda a caldeira ou o esquentador a gás que também necessitam de
ar para alimentar a combustão (mais uma depressão).
É evidente que se não temos entradas de ar, ou
se não as temos em número suficiente, surgem problemas graves,
sobretudo em determinadas épocas do ano. Por exemplo, se durante o
Verão, quando as lareiras estão paradas e o aquecimento também, a
ventilação mecânica funciona, pois as próprias chaminés dos
gases de combustão servem de canais de admissão de ar exterior.
No Inverno, as coisas já não se passam da mesma
forma, pois temos necessidade de ar para a ventilação (da cozinha
e casas de banho), para alimentação da combustão da lareira e
ainda da caldeira. Neste caso, é a lei do mais forte que impera,
isto é, a ventilação funciona, mas em prejuízo dos outros dois,
ocasionando deficiências de tiragem da lareira e funcionamento
deficiente e, por vezes, perigoso da caldeira.
Como somos novos, e não só, nestas andanças, não temos legislação
adequada que preveja, logo durante a construção, a tomada de
medidas que evitem todos aqueles problemas.
No entanto, torna-se por demais evidente que
admitir ar é preciso. Então, há que ter também alguns cuidados
neste aspecto, pois, se vamos pura e simplesmente deixar grelhas
para entrada de ar, vamos criar outro tipo de problemas, como a
entrada de pó e de ruído.

Para quem está "por fora" destas coisas o problema parece
insolúvel, mas não é. Existem soluções já devidamente
ensaiadas, testadas e aprovadas de modo a ultrapassar todos aqueles
problemas. A questão é recorrer às pessoas (aos engenheiros e arquitetos)
com conhecimentos na matéria e às casas especializadas neste tipo
de equipamento.
A título informativo pode acrescentar-se o
seguinte:
Admissão de ar - Embora possa ser feita
pela própria caixilharia, pois existem elementos próprios para
isso, existem também entradas de ar autoreguláveis ou não, acústicas
ou não, antitempestade que, em caso de forte incidência de vento,
estas admissões de ar não permitem que se ultrapassem os valores
de conforto.
Refluxo ou má tiragem das chaminés -
Primeiro, há que assegurar a entrada suficiente de ar. Depois, há
que recorrer a chaminés que auxiliem a tiragem, como as SM-Decflex
para as lareiras, recuperadores de calor, etc., e as IL-Decflex para
as caldeiras murais e esquentadores. Caso as chaminés estejam já
construídas, ou não sejam daquele tipo, devem ter a dimensão e a
altura suficiente, e disporem de um ventilador estático.
Este ventilador, o Decflex-Stati-tromb, tem um
funcionamento muito simples e eficaz. Só funciona quando é necessário,
não tem peças em movimento nem consome energia. Funciona pelo
efeito de Venturi, causando depressão no interior da chaminé
quando há vento e, quando não há, a tiragem natural por diferença
de densidade é o bastante.
Se vai construir ou se vai adquirir uma habitação
tenha em atenção estes aparentemente pequenos pormenores, mas que
lhe vão evitar dissabores, mau estar na sua própria casa e ainda
despesa na sua conservação.
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