Sala Limpa

 

 

Introdução   

    Pode-se dizer que Sala Limpa é aquela que contém sistema de manutenção da qualidade do ar interior, apresentando os níveis de contaminantes e particulados dentro dos limites estabelecidos por Norma para a atividade exercida.

   Embora tenha se dado grande atenção à saúde, segurança e economia, o conforto ainda é o maior destaque da indústria. Experiência tem mostrado que não muito freqüente alguns estão conseguindo conciliá-los. Ainda que todos os fatores que afetem o conforto ainda não sejam conhecidos, a limpeza e conforto estão diretamente influenciados pela temperatura, umidade, movimentação do ar bem como a radiação térmica proveniente das áreas ao redor. Odor, poeira e ruído são fatores adicionais que podem causar um sentimento de desconforto. No projeto de sistemas de HVAC tem que se manter estas variáveis dentro dos limites especificados, tanto para o consumidor como para as normas de engenharia e saúde.

    Devido às reduções na quantidade de ar exterior insuflado ao ambiente, diversos problemas de saúde foram levantados e associados a ambientes fechados com ar condicionado. Em 1987 a Organização Mundial de Saúde enumerou diversas doenças causadas, ou mesmo desencadeadas, em ambientes fechados, como doenças respiratórias (tuberculose, pneumonia, alveolite, asma etc.) (BURGE, 1988; BURROUGHS, 1997). A epidemia de tuberculose está sendo amplamente associada aos ambientes fechados (COX, 1998). Tais doenças tem custado caro aos cofres públicos e privados, devido ao afastamento de trabalhadores (BROWN, 1991; REVISTA ABRAVA, 1997; STERLING, 1993; WHYTE, 1992).

    Muitos locais necessitam de condicionamento do ar especial, principalmente na qualidade requerida. Em hospitais, principalmente em salas de operações, centros de terapia intensiva e de doenças infecto-contagiosas. A indústria farmacêutica também necessita de excelente qualidade do ar para seus processos de fabricação de remédios. A indústria microeletrônica é a mais exigente no que diz respeito à quantidade de partículas, visto que na fabricação de circuitos miniaturizados uma simples partícula pode danificar componentes, ou mesmo placas.

    Problemas que a má qualidade do ar interior vem causando aos sistemas eletrônicos, devido à proliferação de microorganismos em placas, chips etc (SHIELDS, 1998). Existe a necessidade de se manter áreas limpas, tanto na indústria eletrônica, como em outras em que o ar é principal e maior meio de contaminação. Sistemas de monitoramento em salas de injetáveis visam minimizar problemas na indústria farmacêutica (ATHAYDE, 1998).

    Fatores sérios combinados produziram esta advertência: a contaminação do ar interior por uma variedade de poluentes tóxicos e perigosos nesta última década veio a acentuar e reconhecer o sério problema em potencial de risco à saúde pública.

    O codinome Síndrome do Prédio Doente é aplicado para ocorrência de variedade de sintomas de doenças relatadas por ocupantes de grandes escritórios e outros prédios públicos. Este problema também tem sido chamado de "Relato de prédios doentes" e "síndrome dos ambientes fechados". Nos ambientes com características citadas, há um grande número de pessoas (em muitos casos > 30% da população do prédio) que reclamam de sintomas de doenças não específicas, com os seguintes sintomas: dores de cabeça, às vezes fadiga, irritação nos olhos, nariz e garganta e falta de ar. Ou sintomas mais específicos como febre, dor de cabeça, casos de hipersensibilidade a pneumonia e legionella.

 

 Histórico

    As primeiras salas limpas surgiram em hospitais. O trabalho de Pasteur, Koch, Lister e outros pioneiros e cirurgiões que há 100 anos descobriram que bactérias causariam infecções. Lister substancialmente reduziu as infecções operando na sala da Royal Infirmary, utilizando como anti-séptico solução de ácido fênico em instrumentos, nas mãos dos cirurgiões e espirrando-o no ar.

    Embora as salas limpas de ontem fossem similares às de hoje, a principal omissão estava na ventilação positiva, através da limpeza do ar. A utilização do ar exterior também mostrou-se muito importante, reduzindo a concentração dos contaminantes (1855).

Bourdillon and Colebrook (1946) - utilização de salas com pressão positivas em relação as adjacentes;

1961 - criou-se o sistema unidirecional ou fluxo laminar conceito de ventilação que utilizam filtros HEPA com fluxo sob regime laminar;

Projetos considerando o ser humano como fonte de bactérias e dispersor de partículas de pele e outras e também através da respiração (1962);

Utilização do fluxo de ar como forma de remover contaminantes em hospitais (1964);

John Charnley. (início da década de 60) inseriu a técnica de uma junta artificial tipo bacia. Esta é extremamente efetiva na operação, mas as taxas de assepsia nas junções, nos casos estudados foi de quase 9%. Este método foi um desastre para os pacientes porque com o tempo, os métodos usados no tratamento das infecções não foram muito efetivas e a junção artificial teve de ser removida;

(1966) Utilização do fluxo laminar durante operações, reduziu de 9 para 1,3% as infecções durante as operações;

(1980) Ultraclean com sistema de fluxo laminar;

Realizou-se a limpeza dos ambientes de produção, para a fabricação de sistemas de precisão. Assim criou-se o conceito "Livre de Bactéria" e não apenas livre poeira;

Depois da guerra com desenvolvimento de armazenamentos nucleares bem como a utilização de armas químicas e biológicas, produziu-se os filtros High Effciency Particulate Air (HEPA), filtros que foram necessários para conter micróbios perigosos e contaminantes radioativos.

 

Classificação das Salas Limpas

    As salas limpas são classificadas pela pureza de seu ar. O método mais facilmente conhecido e universalmente aplicado e é sugerido pela Federal Standard 209 em que o número de partículas igual ou maior que 0,5 mm é medida em um pé cúbico e esta contagem é usada para classificar a sala.

Classificação Federal Standard 209

1

10

100

1.000

10.000

100.000

No. De partículas por pé cúbico ³ 0,5mm.

1

10

100

1.000

10.000

100.000

    Na classificação requerida para diferentes indústrias temos, seus níveis de partículas, em função do tipo de atividade, grau de concentração.

Classe 1 - estas salas são somente usada para manufatura de circuitos integrados com desenvolvimento de geometrias sub-mícron.

Classe 10 - salas usadas para manufatura de semicondutores produzidos em larga escala, circuitos integrados com linhas menores que 2 micras.

Classe 100 - Usado quando se deseja ambientes livres de partículas e bactérias é requerida na manufatura de produtos médicos injetáveis. Requerido para operações de implantes ou transplantes cirúrgicos. Fabricação de circuitos integrados. Isolamento de pacientes imonudeprimidos e pacientes com operações ortopédicas.

Classe 1000 - Fabricação de equipamento de alta qualidade. Montagem e teste de giroscópios de precisão. Montagem de mancais miniaturizados

Classe 10.000 - Montagem de equipamentos hidráulicos e pneumáticos de precisão, válvulas servo-controladas, dispositivos de relógios de precisão, engrenamento de alto grau.

Classe 100.000 - Trabalhos óticos em geral, montagem de componentes eletroeletrônicos, montagem hidráulica e pneumática.

 

 

Tipos de Salas Limpas

    As salas limpas envolvem em dois grandes tipos, que são diferenciadas pelos seus métodos de ventilação. São de fluxo convencional e unidirecional. Salas limpas convencionais são também conhecidas como salas limpas de ventilação turbulenta ou (no Federal Standard 209) não unidirecional. Salas limpas de fluxo unidirecional são também conhecidas como de fluxo laminar ou salas ultra limpas.

Salas limpas ventiladas convencionalmente.

 

A figura mostra um diagrama de uma sala típica convencionalmente ventilada. O método geral de ventilação usado neste tipo de sala limpa é similar aos utilizados em escritórios, lojas e sistemas comerciais, em que o ar insuflado na planta de ar condicionado pelo forro. Assim, uma sala limpa difere de uma sala comum apenas pelo número de condições:

 

Aumento do ar de insuflamento: a quantidade de trocas de ar está entre 20 e 60, ou seja, em trono de 10 vezes mais que um escritório comum.

filtros de alta eficiência: filtros com cerca de 99,97% de remoção de partículas ³ 0,5mm. (HEPA) ou ULPA Ultra Low Particulate Air 99,998%

Filtros de ar terminais: os filtros são instalados na descarga dos difusores, ou seja, diretamente na saída de ar dos dutos para a sala.

 

    As salas limpas são construídas com materiais que não geram partículas e são facilmente limpas. A limpeza do ar transportado de uma sala limpa convencionalmente ventilada depende da quantidade e qualidade do ar de insuflamento e a boa mistura com o ar exterior devidamente filtrados. As salas limpas dependem também da quantidade de geração interna de contaminantes, quantidade de pessoas, grau de atividade, tipo de vestimenta. Pessoas movimentando-se com uma vestimenta pouco limpa assim como avental ou guarda-pó gerará, em média, entre 2 milhões de partículas ³ 0,5mm. e 300 mil partículas ³ 0,5mm. e 160 bactérias carregadas por minuto. Se uma pessoa veste roupas projetadas, feitas para redução de partículas e as bactérias reduzidas em 50 a 92% respectivamente.

    Se a eficiência dos filtros pode ser assumida como 100%, então a quantidade de partículas para a sala limpa convencionalmente ventilada pode ser determinada seguindo a equação:

    Concentração no fluxo de ar = (número de partículas geradas por minuto/ volume de ar de insuflamento)

    Salas limpas ventiladas neste convencionalmente turbulentas não podem ser incluídas em classes menores que 1000, durante a fabricação, mas são mais comumente classe 10.000. Para se obter salas limpas, grandes diluições das partículas são necessárias e esta pode ser conseguida pelo fluxo unidirecional do ar.

Salas limpas com fluxo unidirecional do ar

    Fluxo de ar unidirecional é usado quando transporte de baixas concentrações de partículas ou bactérias é requerido. Este tipo de sala limpa foi anteriormente citada como "fluxo laminar", ambos descrevem o fluxo do ar. Este fluxo é usualmente na direção horizontal ou vertical, a uma velocidade uniforme entre 0,3 e 0,45 m/s e entrada de ar por toda parte.

    A velocidade é suficiente para remover relativamente grande quantidade de partículas das áreas. O fluxo de ar é insuflado diretamente sobre o objeto desejado, ou mesmo sobre o paciente, fazendo uma cortina de ar com alto grau de pureza, mantendo as partículas longe pelos princípios do escoamento laminar.

    O volume de ar de insuflamento de fluxo unidirecional está muitas vezes (10-100) a mais que o insuflamento em uma sala limpa convencionalmente ventilada. Existem custos muito altos na operação.

    As salas limpas com fluxo unidirecional mais construídos são as verticais onde o insuflamento superior facilita a rápida retirada das partículas pelo piso.

    O menos popular é o horizontal devido ao fato que durante as limpezas (Varredura) as partículas ainda são arrastadas contaminando todo resto do processo, enquanto que o de fluxo vertical as partículas rapidamente são retiradas do ambiente.

Salas com fluxo misturado

    Este tipo de sala é de fluxo convencional em que a fabricação crítica é isolada com alta qualidade do ar provida por um sistema de fluxo unidirecional. Este é dos métodos mais simples e efetivos no controle de contaminação.

Sistemas Fechados

    Trabalhos perigosos com produtos tóxicos ou bactérias perigosas tem sido realizado por muitos anos sistemas fechados. Trabalho com germes livres de animais teve também a separação através de isoladores plásticos como prevenção de entrada de microorganismos. Estes retém os contaminantes ou excluem contaminantes, embora não dependam do fluxo de ar, mas de paredes metálicas e plásticas. Este princípio de isolação tem claramente excelentes propriedades de separação e hoje em dia está sendo utilizado em salas modernas de alta tecnologia.

    O ar com isolador esteriliza o ar além de filtrá-lo com filtros HEPA ou ULPA. O contato de pessoas é totalmente separado dos materiais manuseados por roupas pressurizadas, existe um excelente isolamento de fontes de geração de partículas. Estes sistemas também são utilizados na fabricação de semicondutores.

Contenção de Contaminação

    As salas limpas são usadas para prevenir contaminação de artigos produzidos na sala.

    Assim é muito comum achar que alguns processos de fabricação produzem substâncias tóxicas ou bactérias perigosas e esses tem que ser contidos. Isso pode ocorrer, por exemplo, em indústrias farmacêuticas onde produtos altamente ativos, como hormônios não muito distante do operador. Laboratórios de engenharia genética, laboratórios de microbiologia.

    Para esses tipos de atividade cabines foram desenvolvida para aumentar a segurança do operador que manipula microorganismos ou produtos tóxicos e divididos respectivamente em três classes. Classe I, II, III . A utilização dessas classes dependem do tipo e perigo oferecido pelos materiais manipulados.

Salas Cirúrgicas

    Nenhuma área do hospital requer mais cuidado no controle das condições de assepsia do ambiente que o ambiente cirúrgico. O sistema que supre as salas de citoscopia e fratura, requerem projeto especial para reduzir ao mínimo a concentração de microorganismos em suspensão no ar.

    A maior quantidade de bactérias encontradas nas salas de operação vem da equipe cirúrgica e é um resultado de sua atividades durante o procedimento operatório. Durante uma operação, a maioria dos membros da equipe cirúrgica está próxima à mesa cirúrgica, criando uma situação de aumento de concentração de contaminantes nesta área altamente sensível.

    Salas de Operação, estudos dos sistemas de distribuição de ar nas salas de operação e observações das instalações industriais de salas limpas indicam que o insuflamento de ar do forro de forma descendente, sendo retirado pela parte inferior, é provavelmente mais efetivo padrão de movimento do ar mantendo a concentração de contaminantes a um nível aceitável.

    A aplicação de sistemas de insuflamento pelo forro e exaustão próximo ao piso é de grande aceitação pela comunidade médica de infectologia. Além do que proporciona maior assepsia na mesa de operação, principalmente quando aplicado concomitantemente como insuflamento laminar e filtros HEPA ou ULPA.

 

 

Indústrias Farmacêuticas

    Os processos da indústria farmacêutica podem ser divididos em três categorias:

Produtos Injetáveis, produtos que são injetados em pessoas;

Produtos Tópicos, que são aplicados sobre a pela humana; e

Produtos de uso Oral, que são ingeridos.

    Geralmente os produtos injetáveis requerem muito mais alta qualidade nas condições ambientais que os Tópicos e Orais. A corrente sangüínea apresenta baixa quantidade de bactérias que na pele ou no estômago. Com exceção dos olhos que são mais suscetíveis a infecção que a pele.

    Na fabricação de injetáveis, devido ao risco não apenas de poeira, mas principalmente a presença de microorganismos. A produção ou síntese de hormônios humanos e vacinas requerem locais esterilizados, bem como líquidos isentos de microorganismos.

    A condição necessária para esse tipo de ambiente é Classe 100 e geralmente utiliza-se o fluxo laminar.

    Tópicos, os produtos para uso externo, exceto produtos para os olhos. Não necessitam de grau de pureza do ar tão elevado quanto para os injetáveis, isto porque sobre a pele humana existem diversos microorganismos. Deve-se reduzir a presença de microorganismos para que os mesmos não deteriorem os produtos. Utilizando Classe 100.000 já é suficiente. Para preparação de produtos para os olhos necessita-se de ambientes e produtos mais estéreis.

    Produtos de Uso Oral, deve-se evitar a contaminação direta e indireta dos produtos, porém o grau de rigorosidade não é tão elevado como com os produtos injetáveis.

    Em todos os casos, as salas de preparação possuem pressão maior que as adjacentes. A sala principal utiliza ventilação com fluxo laminar.

    Existe uma sala de esterilização dos ocupantes, que trabalharão na sala principal. Outras sala possuem pressão positiva, porém menor que as salas de acesso a sala principal.

 

Indústria de Biotecnologia

    A indústria de biotecnologia, manipula diversos produtos "vivos", ou seja, vírus bactérias, fungos e outros animais e plantas, com o intuito de produzir remédios, produtos alimentícios, cosméticos, produtos de auxílio à agricultura e ao maior ambiente etc.

    Bioprocessos e operações como culturas de células animais, culturas de bactérias, fermentação, cultura de plantas e fungos etc.

    Ao observar tais diferenças e muitas vezes os seres que são manuseados possuem grande poder de destruição da vida de outros. O isolamento se faz necessário, além de ao redor possuir Classe de filtragem tipo 100 com fluxo laminar.

    Outras utilizações também necessitam de grandes cuidados, geralmente nesses laboratórios, usam instrumentos de altíssima precisão. Isso torna o condicionamento de tais ambientes de vital importância.

    Determinados laboratórios trabalham com produtos radioativos, o que leva a adotar o ar com 100% de exaustão e grande eficiência de filtragem.

 

Salas de Equipamentos Eletrônicos

    A utilização de salas limpas, na indústria microeletrônica é sumariamente importante, principalmente à quantidade de partículas presentes no ar.

    As principais características que devem ser mantidas nessas salas são:

Quantidade de partículas: Menos que 1 de 0,1 mm /ft3

Variação de temperatura: ± 0,1ºC

Variação de Umidade: ± 2%

Ruído menor que 60 dBA

Componentes orgânicos: menos de 1ppm

Ácidos, gases e vapores no ar: menos de 1.0 ppm

Gases de processos: filtração abaixo de 0,1 mm

Líquido de processo (incluindo água de deionizada): abaixo de 0,1 mm

Sistemas de monitoramento e controle para assegurar as especificações.

Fabricação de circuitos de semicondutores

    A fabricação de circuitos semicondutores utilizando amplamente as salas limpas. Devido ao alto grau de miniaturização dos circuitos e também que a qualidade deles depende do alto grau de pureza dos processos utilizados. Como o germânio e o silício a presença de uma partícula nesses circuitos muitas vezes danifica seu funcionamento.

Na fabricação dos "wafers" necessita-se de um grau de pureza mínima de Classe 100 e em casos mais rigorosos Classe 1.

Durante a montagem pode-se utilizar a Classe 10 e ou Classe 100.

Na fabricação de "chips" de última geração está se utilizando na salas com Classe 0,1 e especialmente projetadas para tal utilização, com filtros de até 99,9995% de eficiência. 

    O sistema de insuflação é através de fluxo laminar e com pressão positiva e com velocidade de 0,5 m/s a 0,09 m/s.

    Existe a necessidade de sistemas de monitoramento e controle da quantidade do ar interior continuamente de forma a se saber quando é necessário intervir no funcionamento do sistema ou em casos mais graves invalidar um lote de peças ou para a produção para realizar a limpeza do ambiente.

    Todos os sistemas devem ser aprova de infiltração de ar, e também possuir cantos de fácil acesso para limpeza.

    As pessoas que utilizam tal ambiente têm que vestir roupas apropriadas e limpas com rigor que o processo exige.

    As salas que exigem mais alto grau de pureza do ar devem possuir pressão superior às adjacentes e essas às outras, que servem de antecâmara. Para evitar a infiltração de partículas de outros ambientes por diferencial de pressão.

Conclusão

     A aplicação correta das normas e também da manutenção em salas limpas é de fundamental importância para obter a qualidade do ar interior desejável, de maneira a atender os padrões requeridos para cada tipo de atividade exercida para o ambiente.

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